sábado, 9 de julho de 2016

SEMELHANÇA ENTRE PORTUGUÊS E ESPANHOL

O espanhol e o português são línguas indo-europeias derivadas do latim que se desenvolveram na Península Ibérica durante aproximadamente o mesmo período. Embora as duas línguas estejam intimamente relacionadas pela origem e região de seu desenvolvimento, entre elas existem diferenças importantes que podem criar problemas para falantes de uma ao tentar aprender a outra.
Apesar do fato de seus léxicos conterem bastantes elementos similares, os idiomas diferem significativamente na pronúncia e na semântica ou uso das palavras. Foneticamente, o português é mais próximo ao francês ou ao catalão, enquanto que a pronúncia do espanhol está muito mais perto do italiano. O português inclui um inventário fonêmico maior do que o espanhol, o que explica ser o primeiro geralmente mais difícil de entender para os falantes do outro do que vice-versa, apesar da grande quantidade de semelhança léxica entre ambos os idiomas. Justamente nesse aspecto do léxico, conjugado com a semântica, reside uma das principais barreiras entre as duas línguas, que são os falsos cognatos ou cognados, os “falsos amigos”.  Alguns parágrafos mais abaixo, forneceremos uma ilustração a respeito desses amigos não ‘muy’ amigos.
Para revelar que a estruturação fonêmica do espanhol apresenta menos variedade que o português, basta saber que neste existe muito mais sons vocálicos. Enquanto no primeiro as vogais não apresentam qualquer alteração, ou seja, permanecem fixas na sua pronunciação, no outro há enorme gama de alterações admitidas, por conta da sua pronúncia aberta ou fechada, e nasalizada ou não nasalizada, assim enriquecidas de nuances no Brasil pela importante mescla com línguas africanas.
As diferenças linguísticas entre o espanhol e o português se revelam ainda mais marcantes na língua escrita do que na língua oral, por causa das diferenças nas convenções ortográficas. Contudo, as duas línguas compartilham muito vocabulário que se escreve exatamente ou quase igual (mas pode pronunciar-se em muitos casos de modo um tanto diferente, como nos casos de alteração do lugar da sílaba tônica, e nos casos do som próprio que certas consoantes e encontros consonantais têm em cada idioma).
As diferenças em matéria de vocabulário entre ambas as línguas evoluíram por causa de vários motivos:
  • Enquanto o espanhol reteve a maior parte do seu vocabulário moçárabe, ou seja, de origem moura, a influência do substrato moçárabe no léxico do português foi menor. Ao longo do tempo e em muitos casos, palavras de origem árabe foram substituídas no português pelas correspondentes formadas de suas raízes no latim.
  • Durante o desenvolvimento dessas línguas na Idade Média e Renascimento, o espanhol manteve-se mais autônomo, enquanto que o português foi mais influenciado por outras línguas europeias, a exemplo do francês.
  • O espanhol e o português incorporaram diferentes influências das línguas ameríndias, africanas e asiáticas.
O espanhol e o português compartilham vários cognatos ou cognados, palavras cujos significados podem ser mais amplos em uma língua do que em outra. Por exemplo, o espanhol diferencia entre o adjetivo mucho e o advérbiomuy. O português usa a forma muito para essas duas categorias gramaticais. Dentro desse universo dos cognatos, há uma série de termos, chamados de “falsos amigos”, que representam uma das principais barreiras a serem transpostas pelos falantes de um idioma quando passam a aprender o outro.
Como ilustração desses “falsos amigos”, ou seja, palavras de ambas as línguas que “traiçoeiramente” se escrevem de maneira igual ou quase semelhante, mas possuem significados ou usos bem distintos, vejam-se alguns casos:
PortuguêsEspanhol
Abono: garantia gratificação.Abono: assinatura, mensalidade; adubo.
Aceite: aceitação, endosso.Aceite: óleo, azeite; óleo lubrificante.
Acordar: despertar.Acordar: lembrar(-se); decidir, combinar.
Acreditar: crerAcreditar: comprovar; creditar.
Ano: anoAno: ânus.
Apelido: alcunha (Brasil)Apellido: sobrenome.
Balcão: mostrador, barra divisória.Balcón: sacada.
Barata: inseto pestilento.Barata: coisa de pouco valor financeiro.
Borrar: manchar.Borrar: apagar.
Borracha: goma de apagar.Borracha: bêbada.
Botequim: bar.Botiquín: estojo de primeiros socorros.
Carpete: tapete.Carpeta: pasta.
Cena: cena.Cena: jantar.
Cola: substância para unir por contato.Cola: rabo, cauda; fila.
Embaraçada: confundida, atordoada.Embarazada: grávida
Emborrachar: engomar.Emborrachar(se): embriagar(-se).
Engraçado: gracioso, divertido.Engrasado: lubrificado, engordurado.
Esquisito: raro, estranho.Exquisito: excelente, delicioso.
Faro: olfato.Faro: farol.
Fechar: cerrar.Fechar: datar.
Ganância: ambição.Ganancia: ganho, lucro.
Graxa: betume.
Graça: favor; benefício; perdão; estado abençoado; nome da pessõa.
Grasa: gordura.
Oi: Olá.Hoy: hoje.
Jugo: submissão ao poderio e violência de um, vários ou muitos.Jugo: suco.
Largo: amplo.Largo: comprido, longo.
Latido: Comunicação dos cães.Latido: batida do coração.
Ligar: chamar por telefone; unir coisas.Ligar: paquerar.
Logro: fraude, trapaça.Logro: sucesso, êxito.
Mala: valise.Mala: má.
Ninho: Abrigo ou casa de pássaros e aves.Niño: criança, menino.
Oficina: Estabelecimento especializado em consertos.Oficina: escritório.
Osso: matéria dura do esqueleto dos vertebrados.Oso: urso.
Polvo: denominação comum a diversos moluscos.Polvo: pó, poeira.
Prender: deter; sujeitar.Prender: acender.
Rascunho: esboço.Rasguño: arranhão.
Rato: camundongo.Rato: momento, curto espaço de tempo.
Reto: sem curva ou que segue em linha reta, não torto; ânus.Reto: desafio.
Risco: perigo.Risco: penhasco.
Saco: Bolsa ou outro invólucro feito de papel, plástico, tecido etc. para guardar coisas.Saco: paletó.
Salada: Prato de verduras ou legumes.Salada: salgada.
Solo: chão; superfície.Solo: só, sozinho.
Taça: Copo provido de pé, especial para champanhe, vinho.Tasa: taxa.
Tirar: retirar; despir, descalçar.Tirar: jogar fora; chutar; atirar; esticar; esbanjar; abrir (uma porta)
Todavia: no entanto; mas, porém, contudo.Todavia: ainda.

Algumas diferenças gramaticais.
Em termos gerais, as gramáticas do português e do espanhol não variam consideravelmente. Entretanto, existem diferenças relevantes quanto ao uso de artigos, possessivos e outros pronomes, de preposições e de alguns tempos verbais.
O espanhol não admite artigo definido diante de seus ‘possessivos átonos’, ao contrário do que se passa com seus pronomes correspondentes em português.
PortuguêsEspanhol
Esta é a minha casa.Esta es mi casa.
Não quis me emprestar o seu carro.No quiso prestarme su coche.
Ele/Ela não quis me emprestar o carro dele/dela.Él/Ella no quiso prestarme su coche.

Diferentemente do espanhol, o português admite emprego dos possessivos para se referir às partes do corpo, a acessórios e à roupa.
PortuguêsEspanhol
A minha cabeça está doendo.Me duele la cabeza.
João, põe/ponha o seu agasalho.Juan, ponte el abrigo.

Colocação pronominal
Enquanto no espanhol as regras são fixas e idênticas tanto na língua escrita como na falada, em português a colocação pronominal pode variar.
Em português, na língua oral há a tendência de omitir os pronomes em função de seus complementos.
PortuguêsEspanhol
- Não sei onde coloquei as chaves.- Então procure (procure-as). Mas não procure (as procure) agora porque temos que ir embora.- No sé dónde he puesto las llaves- Pues búscalas. Pero no las busques ahora que nos tenemos que ir.
O português admite pronomes entre o verbo flexionado e o gerúndio e o infinitivo, fato que não se dá no espanhol (neste, somente antes do verbo flexionado, ou agregado ao final das formas do gerúndio e infinitivo).
PortuguêsEspanhol
A Rosa ligou. Disse que está teesperando na lanchonete.Tenho que te contar uma novidade.Ha llamado Rosa, dice que te está esperando / dice que está esperándoteen la cafetería.Tengo quecontarte/Te tengo que contar una novedad.

Preposições
Em português existem muitas contrações de preposições e artigos. Algumas delas:
da = de + a
no = em + o
numa = em + uma
pelo = per + o
dessa = de + essa
naquela = em + aquela
nisto = em + isto
neste = em + este
deste = de + este
Em espanhol somente são admissíveis em dois casos:
al = a + el
del = de + el
Em outros posts, para os quais – oportunamente – indicaremos os links diretos para o seu conteúdo aqui, abordaremos mais aspectos distintivos ou contrastivos entre os dois idiomas, por demais úteis para evitar equívocos frequentes quando o falante natural de um passa aprender o outro.
*Todos os exemplos acima foram selecionados, com algumas adaptações, de Gramática Contrastiva Del Espanhol Para Brasileños, escrita por Concha Moreno e Gretel Eres Fernández, editado pela Sociedad General Española de Librería, em 2007
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LIVRO: BALEIAS - MARAVILHAS DE DEUS

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Edição: 1(2016)

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quinta-feira, 10 de março de 2016

LIVRO: O DIABO ESTÁ AO SEU LADO

O Escriba Valdemir publicou este livro e pode ser comprado impresso ou em e-book no endereço abaixo, além de dezenas de outras editoras e livrarias virtuais. Pode ser lido na íntegra logo a seguir.

https://www.clubedeautores.com.br/book/204955--O_Diabo_esta_ao_seu_lado?topic=desenvolvimento#.VuIzdfkrLIU
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Tive inúmeras experiências com os demônios, e a cada dia tenho novas experiências. Ninguém passa por este mundo sem sentir por algum momento uma perturbação em sua vida. Um vulto que passou por trás de você, uma voz chamando seu nome e você não vê ninguém. Um pesadelo extremamente assustador. Um impulso maligno para fazer algo contrário a sua consciência. Muitas vezes uma voz, como se houvesse outra pessoa discutindo em sua mente com você, te tentando para fazer algo proibido. Cada um fazendo uma retrospectiva da sua vida perceberá que em alguns momentos uma presença maligna o cercou. Não tem como evitar isso. Aliás, quanto mais a pessoa se volta para Deus, mais chances ela terá de sentir o Mal lhe rondando, lhe cercando e espreitando sua vida, porque o Diabo não quer ninguém bem.  


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

LIVRO: SEXOLOGIA CRISTÃ - VOLUME I


Escriba Valdemir publica livro SEXOLOGIA CRISTÃ - VOLUME I, contendo explicações da letra A a C sobre temas relativo ao sexo. Este livro expressa os conceitos divinos sobre o sexo e como deve ser usufruído corretamente.186 páginas  (Pode ser adquirido impresso por:amazon.com, clubedeautores.com.br e outras livrarias virtuais) 

Em uma série de livros, o Escriba Valdemir apresenta o posicionamento bíblico cristão puritano sobre o sexo debatendo os temas da sexologia de A a Z. É uma visão divina e não animal sobre o sexo como parte da atividade humana. Sexo, dinheiro e poder são desejos do imaginário humano. Durante toda a vida o homem carnal busca estes três componentes da vida terrena. Mas o homem espiritual também pode usufruir destes ideários, mas usando-o com moderação e dentro dos princípios divinos. Moderação e autocontrole são elementos necessários para o cristão se conter e fazer uso do sexo durante sua vida somente dentro do arranjo divino, chamado casamento. Sexo antes e fora do casamento é pecado. Sexo com pessoa do mesmo sexo é abominação. Sexo deve ser praticado com amor e com compromisso. Milhões de intrigas e assassinatos já ocorreram no mundo por causa do mau uso do sexo. A sociedade moderna hedionda banalizou o sexo, até incentivando o adultério, e como resultado assistimos várias tragédias familiares em decorrência do desrespeito e irresponsabilidade sexual.





sábado, 29 de agosto de 2015

LIVRO O FIM DO MUNDO

Escriba Valdemir publicou livro O FIM DO MUNDO, 118 páginas na qual analisamos o que a Bíblia diz sobre os acontecimentos do fim dos tempos e o retorno de Cristo a terra. (O livro pode ser adquirido impresso por: amazon.com, clubedeautores.com.br e dezenas de outras livrarias virtuais)


quarta-feira, 29 de julho de 2015

LIVRO: O QUE É IGREJA CATÓLICA ROMANA? - COMPLETO

Escriba Valdemir publica livro O QUE É IGREJA CATÓLICA ROMANA?. 143 páginas na qual analisamos a história do catolicismo, seus crimes e suas doutrinas pagãs, que nada tem de bíblico. (Pode ser adquirido impresso por:amazon.com, clubedeautores.com.br e outras livrarias virtuais) 



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

FILME SOBRE NERÓN

El escriba Valdemir Mota de Menezes asistio a estos 11 videos sobre la vida del emperador romano, Nerón, y hace los siguientes comentarios: Aquí podemos ver cómo la lucha por el poder siempre ha estado mezclada con la ambición, la traición, la búsqueda de la popularidad y otros sentimientos que atormentan a la naturaleza vil de los humanos. La madre de Nerón, era aún peor que él.
Agripina fue una mujer mal y perversa. Una caricatura de las brujas de los cuentos de hadas. Nerón fue considerado por los cristianos como el Anti-Cristo de la era apostólica, siendo responsable por la muerte de muchos cristianos e incluso envió el apóstol Pedro, para ser crucificado y decapitó el Apóstol Pablo. Él es la bestia del primer siglo del cristianismo. La película minimiza el mal carácter de Nerón. Este emperador romano tiene su nombre asociado a Hitler por su maldad y tiranía.
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Texto de quilindania em 03/05/2011 en el Youtube Nerón Claudio César Augusto Germánico, en latín Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (15 de diciembre del 37 -- 9 de junio del 68), fue emperador del Imperio romano entre el 13 de octubre de 54 y el 9 de junio de 68, último emperador de la dinastía Julio-Claudia. Nacido del matrimonio entre Cneo Domicio Ahenobarbo y Agripinila, accedió al trono tras la muerte de su tío Claudio, quien anteriormente lo había adoptado y nombrado como sucesor en detrimento de su propio hijo, Británico.
Durante su reinado centró la mayor parte de su atención en la diplomacia y el comercio, e intentó aumentar el capital cultural del Imperio mediante la construcción de diversos teatros y la promoción de competiciones y pruebas atléticas. Diplomática y militarmente su reinado está caracterizado por el éxito contra el Imperio Parto, la represión de la revuelta de los británicos (60--61) y una mejora de las relaciones con Grecia. En el año 68 tuvo lugar un golpe de estado en el que estuvieron involucrados varios gobernadores, tras el cual, aparentemente, le forzaron a suicidarse.
El reinado de Nerón se asocia comúnmente a la tiranía y la extravagancia. Se le recuerda por una serie de ejecuciones sistemáticas, incluyendo la de su propia madre y la de su hermanastro Británico, y sobre todo por la creencia generalizada de que mientras Roma ardía él estaba componiendo con su lira, además de como un implacable perseguidor de los cristianos. Estas opiniones se basan fundamentalmente en los escritos de los historiadores Tácito, Suetonio y Dión Casio. Pocas de las fuentes antiguas que han sobrevivido lo describen de manera favorable, aunque sí hay algunas que relatan su enorme popularidad entre el pueblo romano, sobre todo en Oriente.
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domingo, 2 de outubro de 2011

SUSTANTIVOS HETEROGENÉRICOS

"Amo a mi Dio, pues Él es mi razón de vivir." (Valdemir Mota de Menezes, el Escriba)

Fuente:
http://www.soespanhol.com.br/conteudo/indice.php

Substantivos Heterogenéricos (Sustantivos Heterogenéricos)




Ao tratarmos de conceitos e de seres inanimados, o gênero passa a ser determinado de forma arbitrária (gênero gramatical). Devido à origem comum do vocabulário, o gênero dos substantivos espanhóis costuma ser o mesmo que em português, mas isso não ocorre sempre. Nestes casos, chamamos estes substantivos de heterogenéricos, pois possuem um gênero em espanhol e outro em português.



Espanhol                                         Português



la baraja o baralho

la costumbre o costume

la cumbre o cume

la sonrisa o sorriso

la risa o riso

la nariz o nariz

la sal o sal

la leche o leite

la sangre o sangue

la labor o trabalho

la percha o cabide

la alarma o alarme

la coz o coice

la crema o creme

la paradoja o paradoxo

la legumbre o legume

la miel o mel

la pesadilla o pesadelo

la protesta o protesto

la señal o sinal

las gafas os óculos





Espanhol                                 Português

el pétalo a pétala

el cráter a cratera

el maratón a maratona

el humo a fumaça

el estante a estante

el guante a luva

el estreno a estréia

el equipo a equipe

el pantalón a calça

el viaje a viagem

el paisaje a paisagem

el análisis a análise

el dolor a dor

el color a cor

el origen a origem

el puente a ponte

el árbol a árvore

el orden a ordem









quarta-feira, 13 de abril de 2011

ACENTUAR EN ESPAÑOL

ESTOY EM PAGINA 3 – REGLAS BASICAS


Cómo acentuar en español
Versión 2.01. 2 de febrero de 1998
© 1996-1998 Miguel Ángel Monjas Llorente
El URL de este documento es http://www.dat.etsit.upm.es/~mmonjas/acentos.html
La versión anterior de este documento (mucho más reducido) puede encontrarse en http://www.dat.etsit.upm.es/~mmonjas/acentos_old.html


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La ortografía es la rama de la gramática que se ocupa de la escritura correcta. Por convencionales que resulten las reglas que regulan la ortografía, es obligación de todos los usuarios de nuestra lengua conocer dichas reglas a fin de utilizarla con la mayor corrección. La enseñanza de esta normativa se encuentra rodeada de una, a mi juicio correcta, mala fama que lleva a un cierto menosprecio de la ortografía (siendo este un efecto desdichado).

Efectivamente, la memorización de un enorme número de reglas, de carácter poco general las más de ellas, con un sinnúmero de excepciones, ha supuesto un tormento para generaciones de escolares. La potenciación de este método, en detrimento de la inducción ortográfica a partir de la experiencia lectora, ha llevado a los pobres resultados observados.
Sin entrar en el debate sobre la reforma de la ortografía, con la cual no puedo estar más que a favor (en la línea del documento redactado por David Galadí-Enríquez, disponible en http://www.dat.etsit.upm.es/~mmonjas/reforma.html), me centraré en la descripción de las reglas que regulan la parte de la ortografía conocida como acentuación. Explicaré, por tanto, las reglas definidas por la Real Academia Española para la colocación de la tilde en las palabras. A diferencia de las que regulan la escritura de la palabra que, al estar basadas muchas veces en criterios etimológicos, no resultan evidentes, la colocación de la tilde se hace siguiendo unos criterios objetivos que hacen unívoca la tarea de colocar la tilde.
El castellano es un idioma cuasifonético en su escritura. Un texto correcta y completamente acentuado puede ser leído sin ambigüedad por cualquier persona, sea o no hispanohablante (lo cual no sucede, por ejemplo, con el idioma inglés). Por comodidad, desidia, deficiencias educativas, o por falta de facilidades tecnológicas, el uso de la tilde (no sólo, pero especialmente, en el entorno de Internet) va retrocediendo.
La primera versión de este documento (bastante fragmentaria) se basó en las normas citadas en mis libros de Lengua Española de EGB (aproximadamente secundaria para los no españoles) y en diversos libros de estilo (el del diario El País, de España, y el de la agencia española de noticias EFE). Para esta versión, que pretendo que sea totalmente exhaustiva, he seguido las siguientes referencias:
• Gómez Torrego, L., Manual de Español Correcto, volumen I. ARCO/LIBROS, Madrid, 1996.
• Carratalá, F., Manual de Ortografía Española. Ed. Castalia, Madrid, 1997.
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Sumario
• Definiciones
• Clasificación de las palabras según su acento
• Reglas básicas
• Tilde diacrítica
• Diptongos, triptongos e hiatos
o Definiciones
o Colocación de la tilde
• La tilde en las palabras compuestas
• Acentuaciones dobles
• Acentuaciones incorrectas
• Otras consideraciones
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Definiciones
Se denomina acento prosódico (o simplemente acento) a la mayor fuerza de pronunciación que se carga sobre una sílaba de la palabra (a la que se denomina sílaba tónica). Una palabra puede ser tónica, si alguna de las sílabas que la componen presenta este acento, o átona, si ninguna de sus sílabas sobresale de las demás. Cualquier palabra pronunciada sola, fuera de contexto, es tónica. Solo en el contexto del discurso es posible determinar si una palabra es átona.
Las palabras átonas son escasas en número, pero muy importantes por el uso extensivo que se hace de ellas. Entre ellas podemos citar las siguientes:
• los artículos determinados: el, la, lo, los, las...
• las formas apocopadas de los adjetivos posesivos: mi, tu, su...
• los pronombres personales que realizan la función de complemento sin preposición: me, nos, te, os, le, la, lo, los, las, les, se.
• los relativos: que, cuanto, quien, cuyo.
• los adverbios relativos con funciones no interrogativas o exclamativas: donde, cuanto...
• el adverbio tan.
• las conjunciones: y, o, que, si, pues, aunque...
• casi todas las preposiciones: de, con, a...
• la partícula cual cuando equivale a como (Como un ciclón = Cual ciclón).
Las únicas palabras que poseen dos acentos prosódicos son los adverbios de modo formados mediante la adición del sufijo -mente a un adjetivo. El primer acento es el del adjetivo; el segundo es el correspondiente al sufijo.
Se llama tilde o acento ortográfico a una rayita oblicua (') que baja de derecha a izquierda del que lee o escribe, y que se pone, en los casos adecuados, sobre alguna de las vocales de la sílaba tónica de la palabra.
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Clasificación de las palabras según su acento
Las palabras agudas son aquellas que tienen el acento prosódico en la última sílaba.
• con-ver-sar
• pas-tor
• o-ra-ción
• com-pe-tir
• va-lor
• Or-le-ans
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Las palabras llanas son aquellas que tienen el acento prosódico en la penúltima sílaba.
• pro-tes-tan-te
• li-bro
• di-fí-cil
• ra-bi-no
• bí-ceps
• án-gel
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Las palabras esdrújulas son aquellas que tienen el acento prosódico en la antepenúltima sílaba.
• prés-ta-mo
• hi-pó-cri-ta
• ag-nós-ti-co
• cré-di-to
• lle-gá-ba-mos
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Las palabras sobreesdrújulas son aquellas que tienen el acento prosódico en una sílaba anterior a la antepenúltima sílaba. Se trata de dos tipos de palabras:
• adverbios de modo terminados en -mente (palabras con dos acentos):
o di-fí-cil-men-te
o e-vi-den-te-men-te
o fá-cil-men-te
o ob-via-men-te
• formas verbales formadas por la composición de dos pronombres personales átonos con una forma verbal:
o có-me-te-lo
o trá-e-me-la
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Reglas básicas
Los monosílabos (sean átonos o no) no llevan tilde. Se exceptúan aquellos monosílabos tónicos que coinciden en su grafía con otros átonos, en cuyo caso se coloca tilde en el monosílabo tónico. Esta tilde se denomina tilde diacrítica. Su colocación (no sólo en los monosílabos) se describe en el apartado correspondiente.
Se acentúan todas palabras agudas que terminan en vocal, o en n o s solas.
• tam-bién
• ja-más
• lec-ción
• se-gún
• a-de-más
Las palabras agudas que no terminan en vocal, o en n o s solas, nunca se acentúan.
• vir-tud
• na-cio-nal
• re-loj
• a-co-me-ter
• Or-le-ans
• fe-liz
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Nunca se acentúan las palabras llanas que terminan en vocal, o en n o s solas.
• me-dios
• lla-na
• re-ve-la
• mo-do
• sub-jun-ti-vo
Las palabras llanas que terminan en otras letras siempre se acentúan (a estos efectos no se considera la letra x representada por los fonemas /k/ + /s/, sino como tal, y por tanto, las palabras llanas terminadas en x llevan tilde).
• di-fí-cil
• cár-cel
• au-to-mó-vil
• bí-ceps
• Gon-zá-lez
• i-nú-til
• án-trax
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Todas las palabras esdrújulas se acentúan.
• ás-pe-ra
• es-drú-jula
• ca-tó-li-co
• pro-pó-si-to
• éx-ta-sis
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El caso de las palabras sobreesdrújulas se estudia en el apartado dedicado a la acentuación de las palabras compuestas.
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Tilde diacrítica
La tilde diacrítica se coloca sobre ciertas palabras para distinguir entre diversos significados del vocablo, según que sean tónicos o átonos. La tilde se coloca sobre la palabra tónica aunque según las reglas generales no corresponda colocar tilde. Hay varias categorías:
a. monosílabos tónicos que coinciden en su grafía con otros átonos:
o más (adverbio de cantidad): Quiero más comida.
o mas (conjunción adversativa con el significado de pero): Le pagan, mas no es suficiente.

o tú (pronombre personal): Es preciso que vengas tú.
o tu (adjetivo posesivo): Dale tu cartera.

o él (pronombre personal): ¿Estuviste con él?.
o el (artículo): El vino está bueno

o mí (pronombre personal): Todo esto es para mí.
o mi (adjetivo posesivo): Trae mi calendario.
o mi (nombre común): Concierto para oboe en mi bemol mayor.

o sí (adverbio de afirmación): Él sí quería.
o sí (pronombre reflexivo): Lo atrajo hacia sí.
o si (conjunción condicional): Vendrá si quiero.
o si (conjunción de interrogativas directa): Pregúntale si quiere venir.
o si (nombre común): Concierto para piano y orquesta en si bemol.

o dé (del verbo dar; cuando se le une algún pronombre, también se acentúa): Déme ese dinero.
o de (preposición).

o sé (de los verbos ser o saber): Yo no sé nada, Sé un poco más educado.
o se (pronombre personal y reflexivo).

o té (nombre común): Póngame un té.
o te (pronombre personal): Te voy a dar.





b. para evitar confusiones, lo que se conoce como anfibología (en caso de que no existiese confusión, podemos prescindir de la tilde):
o aún (adverbio temporal o de modo con el significado de todavía): ¿Aún no ha llegado?.
o aun (resto de casos): Ni aun él pudo hacerlo.

o sólo (adverbio equivalente a solamente): Sólo me quieres para eso.
o solo (adjetivo con el significado de sin compañía): No estés sólo.

Determinantes y pronombres demostrativos:
o los pronombres éste, ésta, ése, ésa, aquél y aquélla, así como sus plurales, llevan tilde para diferenciarlos de los determinantes equivalentes.
o los determinantes este, esta, ese, esa, aquel y aquella y sus plurales no llevan tilde nunca.
o esto, eso y aquello no llevan tilde nunca, puesto que son siempre pronombres.
Hay que tener en cuenta que nunca llevan tilde los pronombres demostrativos que actúan como antecedentes de un pronombre relativo sin coma interpuesta entre ambos: Esos que trajiste no con adecuados.
c. en interrogaciones, admiraciones o expresiones de carácter dubitativo (también en oraciones que presenten un matiz interrogativo o dubitativo, aunque no existan signos de puntuación o admiración), también se acentúan:
o cómo: ¡Cómo que no!, Me pregunto cómo habrá venido.
o cuál: Esa es la habitación en la cual estuvieron, ¿Cuál es el tuyo?.
o quién: ¿Quién lo ha dicho?
o qué: Pídele lo que te debe, No sé qué hacer.
o dónde: ¡Dónde fuiste a pedir dinero!.
o cuándo: Hazlo cuando tengas tiempo, ¿Cuándo vienes?.
o cuánto, cuán: No te imaginas cuán ridículo estás, ¿Cuantas cosas has traído?.

o por qué (partícula interrogativa): ¿Por qué no vienes?.
o por que (grupo átono formado por la preposición por más pronombre relativo o conjunción subordinante que). En el primer caso siempre es posible intercalar un artículo determinado: ¿Cuál es la razón por (la) que te fuiste?. La segunda aparece cuando el verbo antecedente rige la preposición por: Se decidió por que viniera Pepe.
o porque (conjunción subordinante causal [átona]). Iré porque me lo pides, Porque te quiero a ti...
o porqué (nombre): Este es el porqué de su decisión.
d. el hecho de que tales palabras vayan en una oración interrogativa o exclamativa no significa que tengan sentido exclamativo o interrogativo. Si no lo tienen, no deben llevar tilde:
o ¿Eres tú quien lo ha hecho? (la pregunta se refiere a tú)
o ¡Vendrás cuando te lo diga!

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Diptongos, triptongos e hiatos
Definiciones
Un diptongo es el conjunto de dos vocales dentro de una misma sílaba, una de las cuales será siempre una vocal cerrada (i o u). Por tanto, cuando observemos que las dos vocales que aparecen juntas dentro de una misma sílaba son abiertas (a, e u o), podemos afirmar que no hay diptongo. Por ejemplo, existirá diptongo en palabras como a-vión, Jai-me, cuer-po, viu-do..., pero no en hé-ro-e, a-ho-ra...
Existen tres tipos de diptongos:
• diptongos crecientes, formados por una vocal cerrada más una vocal abierta: ia, ie, io, ua, ue, uo.
• diptongos decrecientes, formados a su vez por una vocal abierta más una vocal cerrada: ai, ei, oi, au, eu, ou. Cuando se encuentran al final de la palabra, los diptongos ai, ei y oi se escriben ay, ay y oy, respectivamente.
• diptongos formados por dos vocales cerradas, como iu, ui (este último se escribe uy cuando se encuentra a final de palabra [salvo en el caso de benjuí y algún otro más raro]). A efectos de acentuación, tal como estudiaremos posteriormente, los grupos formados por iu o ui se consideran siempre diptongos.
Un triptongo aparece cuando no son dos, sino tres, las vocales que aparecen dentro de una misma sílaba. La vocal situada en el centro es siempre abierta, en tanto que las de los extremos son cerradas. Existen siete posibles triptongos:
• uai (escrito uay cuando este triptongo se halla a final de palabra): a-ve-ri-guáis, U-ru-guay...
• uei (escrito uey cuando se encuentra a final de palabra): a-ve-ri-güéis, Ca-ma-güey...
• iai: i-ni-ciáis...
• iei: i-ni-ciéis...
• iau: miau...
• ioi: hioi-des...
• uau: guau...
La presencia de una h intercalada no invalida la existencia de un posible diptongo o triptongo.
Cuando dos vocales se encuentran en contacto dentro de una palabra, pero no forman parte de la misma sílaba, se dice que existe un hiato. Existen tres clases de hiatos:
• hiato producido por el encuentro por dos vocales abiertas. Siempre que se encuentran dos vocales abiertas, se produce un hiato: re-hén, al-de-a, le-ón...
• hiato producido por el encuentro de una vocal cerrada tónica, situada delante o detrás de una vocal abierta átona: ba-hí-a, o-í-do, fan-ta-sí-a...
• hiato producido por el encuentro de una vocal cerrada átona con abierta tónica (gui-ón, tru-hán...). Es el caso menos frecuente. Se trata siempre de palabras agudas terminadas en vocal o en n.
Como ya se ha comentado, el encuentro entre dos vocales cerradas, a efectos de acentuación, se considera como diptongo.
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Colocación de la tilde
Diptongos
La acentuación de los diptongos sigue las reglas generales. Por lo tanto, si el acento de la palabra recae sobre una sílaba con diptongo, y a esta le corresponde una tilde según las reglas generales, esta tilde se coloca sobre la vocal abierta (a, e u o). Veamos algún ejemplo: co-rréis, hués-ped...
Cuando son dos vocales cerradas las que están en contacto (ui o iu), a efectos de acentuación, se considera que se trata de un diptongo. Del mismo modo que para el resto de los diptongos, si a dicho diptongo le corresponde una tilde, esta se coloca en el segundo elemento: ben-juí, cuí-da-te, je-suí-ti-co, des-truí, pero je-sui-ta, des-truir...
Existen excepciones a esta última regla. Las formas verbales huí, huís, huía, huían y huías (y sus equivalentes del verbo fluir) se acentúan.
Los onomásticos y patronímicos de origen catalán terminados en -iu o -ius, con acento prosódico en la i se escriben sin tilde: Montoliu...
Se escriben también sin tilde los vocablos agudos terminados en au, eu y ou. Se trata por lo general de patronímicos de origen catalán: Aribau, Salou, Bernabeu...
La y precedida de vocal al final de una palabra se considera como una consonante a efectos de acentuación, por lo que todas las palabras agudas terminadas en los diptongos ay, ey y oy se escriben sin tilde (guirigay, virrey...). No así sus plurales que constituyen palabras agudas terminadas en s. Los agudos terminados en uy (generalmente topónimos como Bernuy) siguen la misma norma y no se acentúan (sí lo hace benjuí).
Triptongos
En los triptongos se sigue la regla general de los diptongos. Se coloca la tilde en la vocal abierta del triptongo: a-ve-ri-guáis, li-cuéis...
En los triptongos agudos terminados en -uay y -uey se siguen las mismas normas citadas en los diptongos respecto a la y final y, por tanto, no se acentúan palabras como buey, Uruguay...
Hiatos
Si el hiato consiste en la unión de dos vocales abiertas, la tilde se coloca según las reglas generales: le-ón, co-á-gu-lo...
Si una de las vocales es cerrada, y el posible diptongo se ha deshecho debido a que sobre ella se carga la fuerza de pronunciación de la palabra, la tilde se coloca sobre esta vocal cerrada, independientemente de que le correspondiera según las reglas generales: ca-í-da, son-re-ír, re-ú-no, ba-ra-hún-da...
Cuando la vocal tónica es la abierta, se coloca sobre ella la tilde, toda vez que se trata siempre de palabras agudas terminadas en vocal o en n: lié, Sión, truhán...
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Acentuaciones dobles
a. poseen doble acentuación las siguientes palabras. Se recomienda la forma de la primera columna:
alveolo alvéolo
chófer chofer
conclave cónclave
dinamo dínamo
fútbol futbol
gladíolo gladiolo
medula médula
olimpiada olimpíada
omóplato omoplato
ósmosis osmosis
pabilo pábilo
pentagrama pentágrama
período periodo
reuma reúma
b. palabras terminadas en -iaco/-íaco (y sus correspondientes femeninos). La primera es preferible:
austriaco austríaco
policiaco policíaco
Zodiaco Zodíaco
amoniaco amoníaco
cardiaco cardíaco
c. hay también doble acentuación en los presentes de indicativo de algunos verbos. Se indica, como de costumbre, la pronunciación recomendada en primer lugar (sólo se indica la primera persona):
afilio afilío
auxilio auxilío
concilio concilío
expatrio expatrío
glorio glorío
vanaglorio vanaglorío
extasío extasio

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Advertencias
Las presentes reglas son, según mis conocimientos, básicamente correctas. No obstante, entre las diferentes excepciones, así como entre las palabras con acentuaciones incorrectas, pudiera haber alguna inconsistencia o error. Cualquier aspecto concreto debería ser consultado en una ortografía o diccionario antes de ser tomado como cierto. El autor declina toda responsabilidad por faltas de ortografía cometidas en estricto cumplimiento de las reglas aquí enumeradas.
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La presente página es © 1996-1998 por Miguel Ángel Monjas Llorente (mmonjas@eunet.es). Todos los derechos reservados.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

MAYÚSCULAS

Uso de las mayúsculas


a) En lo manuscrito no suelen escribirse con letras mayúsculas palabras o frases enteras.

b) En las portadas de los libros impresos, en los títulos de sus divisiones y en las inscripciones monumentales, lo más común es usar de solas mayúsculas, todas, generalmente, de igual tamaño. Los nombres propios, títulos de obras, dicciones y aun cláusulas que se quiera hacer resaltar, pueden escribirse con todas sus letras mayúsculas; pero en cualquer voz en que se haya de emplear letra mayúscula con una o con diferentes minúsculas, aquella ha de ser la inicial o primera de la dicción.

c) Se escribirán con letra inicial mayúscula:

1.° La primera palabra de un escrito y la que vaya después de punto.

2.° Todo nombre propio; v. gr.: Dios, Jehová, Jesús, Luzbel, Platón, Pedro, María, Alvarez, Pantoja, Apolo, Calíope, Amadís de Gaula; Europa, España, Castilla, Toledo, Madrid, Carabanchel, La Zarzuela; Cáucaso, Himalaya, Adriálico, Tajo, Aganipe; Bucéfalo, Babieca, Rocinante.

3.° Los atributos divinos, como Criador y Redentor; los títulos y nombres de dignidad, como Sumo Pontífice, Duque de Osuna, Marqués de Villena; los nombres y apodos con que se designa a determinadas personas, como el Gran Capitán, Alfonso el Sabio, García el Trémulo,y particularmente los dictados generales de jerarquia o cargo importante cuando equivalgan a nombres propios. Así, en las respectivas historias de Paulo V, Felipe III y don Pedro Téllez Girón, v. gr., se escribirán con mayúscula el Papa, el Rey y el Duque cuantas veces fueren nombrados en esta forma aquellos personajes; pero se deberá usar de minúscula, por ejemplo, en la vulgar sentencia: El papa, el rey y el duque están sujetos a morir, como lo está el pordiosero.

4.° Los tratamientos, y especialmente si están en abreviatura, como Sr. D. (señor don), U. o V. (usted), V. S. (usía), etc. Usted, cuando se escribe con todas sus letras, no debe llevar mayúscula; también domina el uso de minúscula con señor y don en igual caso.

5.° Ciertos nombres colectivos, en casos como estos: El Reino representó a S. M. contra tales desórdenes, el Clero lo habia hecho antes.

6.° Los sustantivos y adjetivos que compongan el nombre de una institución, de un cuerpo o establecimiento: el Supremo Tribunal de Justicia; el Museo de Bellas Artes; el Colegio Naval; la Real Academia de la Historia.

7.° Los nombres y adjetivos que entraren en el título de cualquier obra: Tratado de Esgrima; Ortografía Castellana; Historia de los Vándalos, etc. No se observa esta regla cuando el título es largo; v. gr.: Del rey abajo, ninguno, y labrador más honrado, García del Castañar.

8.° En las leyes, decretos y documentos oficiales suelen escribirse con mayúscula todas las palabras que expresan poder público, dignidad ou cargo importante, como Rey, Príncipe, República, Regente,Trono, Corona, Monarquia, Estado, Gobierno, Ministro, Senador, Diputado, Autoridad, Justicia, Magistrado, Juez, General, Jefe, Gobernador, Alcalde, Director, Consiliario, Secretario, etc.

9.° Cuando no encabecen párrafo o escrito, o no formen parte de un título, se recomienda escribir con minúscula inicial los nombres de los dias de la semana, de los meses, de las estaciones del año y de las notas musicales.

10.° Se recomienda que cuando se utilicen mayúsculas, se mantenga la tilde si la acentuación ortográfica lo exige, a fin de evitar errores de pronunciación o confusiones en la interpretación de vocablos. Este mantenimiento es especialmente necesario en las portadas de libros, nombres geográficos, listas de nombres propios, etc.

11.° Suele emplearse mayúscula a principio de cada verso, de donde las letras de esta forma tomaron el nombre de versales. En la poesía moderna es frecuente encabezar los versos con minúscula.

12.° La numeración romana se escribe hoy con letras mayúsculas, y se emplea para significar el número, con que se distinguen personas del mismo nombre, como Pío V, Fernando III, el número de cada siglo, como el actual, el XX de la era cristiana; también es frecuente para indicar el número de un tomo, libro, parte, canto, capítulo, título, ley, clase y otras divisiones, y el de las páginas en los prólogos y principios de un volumen.

13.° Cuando hubiere de escribirse con mayúscula la letra inicial de voz que empiece con Ch o Ll, solo se formarán de carácter mayúscula la C y la L, que son primera parte de estas letras compuestas o dobles. Escribiremos, pues, Chinchilla y Chimborazo, Llerena y Llorente y de ninguna manera CHinchilla, CHimborazo, LLerena, LLorente.

(Este texto fue extraído del Esbozo... de la Real AcademiaEspañola, que es poseedora los derechos de autor)

sábado, 31 de julho de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

TE LLAMEN

¿Cómo quieres que te llamen?
25.03.2010 | Esa es la pregunta de una encuesta de un sitio de Internet que lucha por el buen uso de la lengua española


FORMAS PLURALES

Sustantivos y Artículos: formas plurales





Nouns and Articles: Plural Forms

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SIGNOS DE PUNTUACIÓN

El texto abajo yo copie del sitio:

http://www.articuloz.com/literatura-articulos/consejos-para-escribir-correctamente-en-espanol-los-signos-de-puntuacion-659378.html


Todos manejamos, en primera instancia, nuestro idioma nativo de modo oral; sin embargo, y a pesar de ello, resulta frecuente el desconocimiento de la gramática que gobierna esta lengua.

A la hora de comunicarnos oralmente, muchos factores intervienen en dicha comunicación (aunque no siempre garantizan que podamos efectivamente “comunicarnos”, es decir, que nuestro mensaje llegue tal como lo “pensamos” al interlocutor). Entre esos factores, podemos mencionar el contexto en el que se produce dicha comunicación (puede ser que todos los participantes de la situación comunicativa estén presentes; que sea vía telefónica, que se trate de un auditorio, etc.), los elementos paralingüísticos (gestos, modales, ademanes; todo aquello que acompañe el contenido lingüístico), la entonación que damos a ese contenido (será diferente si se trata de una interrogación, una afirmación, un deseo, una orden, etc.), las competencias con las que contamos como seres lingüísticos y, a su vez, las de nuestros receptores (entendemos por “competencia”, aquellos conocimientos que poseemos y que entran en funcionamiento en el momento en que nos manifestamos. No siempre –en general, casi nunca- compartimos los mismos conocimientos y de ello, dependerá pues, el grado de comunicación que podamos establecer), entre otros.

La oralidad, además, nos permite corregirnos mientras hablamos, desdecirnos, explicar mejor aquello que queremos comunicar. Todo lo contrario tiene lugar cuando nos encontramos frente a un texto escrito, como escritores o lectores. La escritura permanece y somos esclavos de aquello que hemos impreso bajo la letra, en términos del teórico Walter Mignolo, bajo la “tiranía del alfabeto”. Por lo tanto, cuando escribimos es necesario tener en cuenta diferentes aspectos de nuestro idioma y como así también de la gramática que lo estudia, con el fin de que nuestra intención comunicativa, siempre desde el lugar del emisor (ya que no podemos dar por sentado quién será nuestro lector), sea plasmada, o por lo menos, llegue a destino del modo más “transparente” y correcto en términos gramaticales.

Cuando debemos escribir, uno de los obstáculos más relevantes con el que nos topamos es el tratamiento de los signos de puntuación. El propósito de este texto es contribuir a mejorar su utilización. Es muy diferente decir: “No. Podemos ir más tarde.” y “No podemos ir más tarde.” Por citar un ejemplo sencillo que grafique la distinta interpretación a partir del uso del punto, en este caso. Pasaremos revista y explicaremos, dichos signos de puntuación para determinar su correcta funcionalidad dentro de la lengua y gramática española.













*



Punto seguido: se coloca al final de una oración.


*



Punto aparte: indica el final de un párrafo. Indica el comienzo de un nuevo tema.


*



Punto final: cierre de un texto.


*



Puntos suspensivos: reemplaza a etc; expresa duda o vacilación; omite parte del texto; señala que se han omitido fragmentos en una transcripción.


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Coma: separa los elementos de una enumeración; encierra una aposición; delimita un vocativo; alteración entre las partes de la oración (por ejemplo, Predicado -Sujeto -Predicado); aclaración o explicación; entre el Sujeto y Predicado no Verbal, refiriendo al verbo elidido; después de conectores. Nunca entre Sujeto y Predicado.


*



Punto y coma: separa elementos de una enumeración; separa proposiciones yuxtapuestas extensas.


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Dos Puntos: a continuación del encabezamiento de una carta; antes de citar textualmente; anuncia una enumeración; introduce una causa, consecuencia, conclusión o resumen.


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Paréntesis: datos de fecha o lugar; aclaración de significados; acotaciones en obras de teatro; información complementaria que interrumpe el tema.


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Raya: como signo doble, tiene valor equivalente al paréntesis: intercala aclaraciones; signo simple, cambio de interlocutor en el diálogo.


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Comillas: encierra citas textuales; títulos de artículos, poemas, capítulos y cuentos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

NUEVA GRAMÁTICA ESPAÑOLA

efe — 10 de dezembro de 2009 — Madrid, 9 dic (EFE TV).-




Los directores y presidentes de las 22 Academias de la Lengua Española defendieron hoy las cualidades de la "Nueva gramática", una obra "colectiva, consensuada y ambiciosa" que pretende reflejar los aspectos más importantes del español y cuyo efecto en la comunidad hispanohablante "será lento pero firme".




"Prácticamente no existe otra lengua que tenga una Gramática consensuada como la tiene el español", dijo Marco Martos, presidente de la Academia Peruana de la Lengua, durante el encuentro que mantuvieron con la prensa los responsables de las instituciones que durante once años han elaborado este nuevo código del idioma español.




Son tantos los que han participado en este gran proyecto que la rueda de prensa tuvo que ser en el salón de actos de la Real Academia Española, el mismo escenario que mañana acogerá la presentación oficial de la "Nueva gramática de la lengua española", que estará presidida por los Reyes de España y contará con la asistencia de más de 600 personalidades del mundo de la cultura, de la educación y de la empresa. PALABRAS CLAVE: efe-nueva-gramatica-española
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ALFABETO EN ESPAÑOL

PRONUNCIACIÓN DE FONEMAS EN ESPAÑOL

128fenix128 — 7 de janeiro de 2009 — Pronunciación de una variedad de palabras de la lengua española, seleccionadas por contener todos los fonemas usados en español. Video educativo útil para quienes estudian este idioma.
Pronuncia de palavras e sons da lingua espanhola. Spanish language pronunciation and phonetics sounds.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

REGLAS GENERALES

1. las letras mayúsculas deben llevar tilde siempre que les corresponda. Así lo determinan las Nuevas Normas de Prosodia y Ortografía, el texto normativo publicado por la RAE en 1959 y que constituye la base de la Ortografía. Es cierto, no obstante, que en el Esbozo de una nueva Gramática de la Lengua Española, texto no normativo de 1974, se rebaja la norma a una recomendación.



2. las formas verbales fue, fui, vio y dio no llevan tilde por tratarse de monosílabos. Aunque antiguamente sí la llevaban, las últimas normas ortográficas de la RAE (1959) corrigen esta excepción.


3. la conjunción o lleva únicamente tilde cuando enlaza números (siempre que se escriban con cifra, no con letra).






4. las palabras latinas que se han incorporado al castellano colocan su tilde según las reglas generales (vademécum, currículum, accésit...).


5. las palabras y nombres propios de otros idiomas conservan su grafía original, si en estos idiomas se escriban en alfabeto latino. Podrán acentuarse siguiendo las normas españoles si así lo permiten su pronunciación y grafía originales: Wagner o Wágner.






6. si se trata de nombres geográficos, se sigue la norma anterior salvo que se haya españolizado el término, en cuyo caso se acentúan según las reglas generales (lo que se conoce por exónimos, como París, Aquisgrán, Milán, Lérida...).

ACENTUACIONES INCORRECTAS

Acentuaciones incorrectas



a. incluyo aquí una serie de palabras que se acentúan de dos formas diferentes, aunque la Real Academia sólo considera como correcta una de ellas. Honestamente, considero que el uso ha conferido carta de naturaleza a muchas de las acentuaciones no reconocidas por la Academia. De todas formas, ahí van (en la primera columna coloco la forma correcta, y en la segunda la incorrecta):




expedito expédito
libido líbido
prístino pristino
intervalo intérvalo
Mondariz Mondáriz
Trevélez Trévelez
Nobel Nóbel
accésit áccesit
cenit cénit
coctel cóctel
elite élite
fútil futil
táctil tactil
Sáhara Sahara
méster mester







b. los verbos cuyo infinitivo termina en -cuar o -guar llevan diptongo en la sílaba final. Por tanto, del verbo evacuar la conjugación da e-va-cuo y no e-va-cú-o. Las únicas excepciones a esta regla son los verbos licuar y promiscuar, que aunque con diptongo en el infinitivo, producen hiatos en la conjugación (aquí sí que es válido li-cú-o).



El resto verbos que terminan en -uar, aún llevando diptongo en la sílaba final, producen hiatos en la conjugación y se dirá ha-bi-tú-o y no ha-bi-tuo.
(Fuente: La presente página es © 1996-1998 por Miguel Ángel Monjas Llorente)

LAS TILDE EN LAS PALABRAS COMPUESTAS

La tilde en las palabras compuestas
a. si la palabra compuesta procede de la unión de dos palabras simples, sólo lleva tilde la última componente si a la palabra compuesta le corresponde llevarla: contrapié, decimoséptimo, cortafríos, radiocomunicación... (pierde su tilde siempre la primera componente de la misma aunque la llevara cuando era simple: asimismo, decimoséptimo, tiovivo...).







b. si las palabras se unen mediante guión (conservando la primera invariante la terminación masculina singular), cada vocablo conserva su tilde si ya la tenía previamente: físico-químico, anglo-soviético...
c. en el caso de los adverbios de modo formados mediante la adición del sufijo -mente (que tienen en realidad dos acentos), se mantiene la tilde del adjetivo que origina el adverbio si ya la tenía: ágil-mente, rápida-mente...
d. cuando a una forma verbal que ya tenía tilde se le añaden uno o varios pronombres, la tilde se mantiene: dé-me, movió-se...
e. si al reunir una forma verbal que no tiene tilde con uno o varios pronombres resulta una palabra esdrújula o sobreesdrújula, debemos ponerla: vámonos (de vamos), dáselo (de da), entrégaselo (de entrega) ...
(Fuente: La presente página es © 1996-1998 por Miguel Ángel Monjas Llorente)